quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Nostalgia vem, nostalgia vai.
“Pouca vergonha: sinto falta dos teus disparates, das tuas insinuações e até das vezes em que me deixastes falando sozinha. Perdição ou afastamento, nem sei. Porra de caminhos opostos. Coragem zero de te chamar, tentar, ver qual é. Mas a vontade, essa maldita nunca termina, sempre histérica aqui gritando comigo e implorando por um ímpeto de ousadia meu. Por onde andas e o que tens feito, quero perguntar. Mas o coração cimentado não aceita mais respostas efusivas ou fugidias. Elas doem. E não quero dor nenhuma. Te desejo inteiro, presente e atento. Quem sabe um dia. Alguma coincidência louca aconteça, um cigarro na mão num café europeu e eu te veja atravessando a rua sozinho, naquela passada desengonçada que só tu tens. Algo me diz que sim, deve ser esse vento norte quente que traz bons presságios. Te cuida aí, que me cuido aqui. E vamos vivendo, apesar dos pesares.”
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